sábado, 11 de junho de 2011

03:03

Eu queria que o mundo não girasse mais, e sei que isso é impossível. Aliás, ele gira até demais, porque se você se lembra - eu não me esqueço - há uns 365 giros completos eu ainda falava contigo, e você partiu meu coração, arrancou-mo do peito e deixou à mercê da chuva e da solidão. E, mais que isso, há 730 voltas da Terra sobre o seu eixo, nós já nos falávamos, mas esse sentimento não tinha acordado dentro de mim. Eu disse "ah, oi, você tá bonita", e você estava mesmo, linda, como sempre. Não me recordo se realmente disse o "você tá bonita", mas se eu não lembro, você nem deve supor que pôde ter acontecido.
E antes disso? Antes eu era chato, você era idiota, e brigávamos, muito mesmo. Mas era legal. E a Terra girou e girou, até que hoje você está tão... bem sem mim, que eu pareço uma roupa velha, até posso servir, mas você prefere algo melhor, algo mais novo. Já sou passado, ultrapassado.
Mas bem lá no começo, eu nem me lembro de te ver no colégio, como eu podia não te ver? Não te notar? É engraçado, antes você era paisagem, depois passou a ser personagem principal, hoje é um borrão de um passado, um flashback deprimente.
Eu queria ter parado o tempo, ter me arriscado.
Eu quero esquecer que já fui tão feliz quanto você me ver.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Solidão.

Cercado por tanta gente, no trabalho, na faculdade, eles falam comigo, eu respondo e sorrio. Mas tudo o que eu sinto é a solidão. Falando com uma ou cem pessoas não me faz diferença, se nenhuma delas for você.
Eu fico tão triste e sozinho, me sinto obcecado, viciado, eu preciso falar com você, só por mais um segundo, não diga que tem de ir embora. Vem me fazer feliz, vem me dar um olá. Você se afasta, precisa respirar, e não percebe que sem você o meu coração perde o ritmo, e eu que fico sem ar.

Cercado por tantos pensamentos, no trabalho, na faculdade, eles gritam comigo, eu não respondo e choro. Eu sinto a solidão. Pensando não uma, mas cem vezes em você, sabendo que são apenas desejos, desejo você.
Eu fico feliz mas sozinho, me sinto obcecado, viciado, não me canso de pensar em você, por horas e horas, esperando você chegar. Não me faça triste, não me dê um adeus. Você se afasta, precisa respirar, e não percebe que sem você eu já não vivo mais.

Longe de você só existe você. Com você, eu quero você e eu. Mas eu, e só eu, sou só, só solidão. Mesmo em meio a multidão.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dor de amor.

Dor. Dói, dói muito.
Meus dedos estão manchados de sangue, mas não é por isso que dói.
A gota de sangue derramada já dói menos que a lágrima que cai lentamente.
E eu me esqueci de você, sim, me esqueci. Me esqueci dessa dor toda. Quando a lâmina me distraía do meu coração.
dor. Dói, dói pouco.
Tão pouco que eu já me lembrei de novo de você.
E dele.
Percebi que eu fui esquecido.
E nunca formarei um nós com você, como vós.
Como dói. Por trás de todo esse sangue, não são cortes, nem batidas. É só um coração partido.
Dói muito, é dor de amor.