quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Acerto de contas.

Lembro quando te paguei uma cerveja aquela noite, você quis me pagar de volta na hora, mas eu naturalmente recusei, estávamos os dois sendo apenas polidos como manda a etiqueta.

Os dias passaram e eu percebi que você era assim - ou era assim comigo. Tudo pra você precisava se balancear, equilibrar. Nas poucas oportunidades em que eu conseguia pagar algo, você sem o menor esforço pagava o equivalente.

Qualquer presente ou mimo que eu te dava, merecia uma retribuição à altura - nunca maior ou menor, apenas igual. Como se você se esforçasse ao máximo para não deixar nada para trás.

Todas as cartas escritas, palavras ditas e poemas dedicados, tinham seu correspondente, mesmo que em silêncio, um segredo seu que dizia "não nos devemos nada".

Mas eu vim acertar as contas, porque você está me devendo sim, e muito. Quero todo o amor que eu te dei, ou de volta ou que equivalha. Você não pediu mas eu lhe dei, dei meu coração, e você desequilibrou tudo, indo embora assim, levando o que eu tinha de mais valioso.

Quando eu disse que te amava, respondesse apenas "vamos rachar?"

sábado, 22 de setembro de 2012

Os primeiros dias de primavera.

Não é o inverno que acabou, o inverno é muito pouco, é frio, é frívolo, ele não faz questão de acabar, ele simplesmente está enquanto estiver.
A primavera sempre chega, otimista, alegre, sorridente. Não liga para o tempo que faz lá fora, quer sempre que o nosso tempo seja bom. É uma esperança que enche a sala, invade o peito. Faz com que tente outra vez, ser feliz, ser alguém, sorrir.
E me dá ânimo, faz com que eu queira sair de casa, ver as tão belas flores que estão a brotar. Claro que não encontrarei outro Lírio, não tão cedo, talvez nunca encontre, mas poderei sempre apreciar a beleza e o prazer das orquídeas azuis, ou conhecer outras flores, quem sabe.
Apenas animemo-nos, a primavera ainda está nos seus primeiros dias, e logo florescerá em algo muito belo para quem acreditar.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Diálogo.

É engraçado... eu não sei por onde começar,
nem sei como começou,
só sei que eu não quero que tenha um fim.






Pois que seja tarde, o mais tarde possível,
olhando nos seus olhos cansados,
vendo seu sorriso desgastado.






Tento ser apenas o melhor,
para te ter sempre comigo, para sempre
até que acabe, menos dentro de mim.






Como é gozado, nunca imaginei sentir algo assim
quem sabe como será amanhã,
se ontem não sonhei com algo tão bom quanto nós.






Seria loucura dizer que até depois serei teu?
O que sinto, sinto que supera o insuperável,
é tão, tão grande,
que não sou nem capaz de lhe dizer.
Tenho medo de tua resposta.










sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Independência e morte.

Serei sincero, não me lembro de nada de minhas aulas de história que tive no Ensino Médio, nada mesmo. Não sei quem foi rei e quem deixou de ser, mas pouco me importa, porque nem rei de mim sou mais.
Afinal, que lembro da escola? 2+2=4 e só, mas de que me adianta saber isso? Se não aprendi a esconder meu sorriso ao te ver? Se não tenho a menor ideia de como disfarçar a dor sem você?
Antes de p e b, m. A-E-I-O-U. Entendo as regras, mas ainda soletro amor com as letras do seu nome.
A capital da Bósnia e Herzegovina é Sarajevo, da Austrália: Camberra, não Sidney. Mas o único lugar que me importa é ao seu lado.
Como eu disse, lembro de bem pouco da escola, então realmente não posso fazer algo bem trabalhado quanto a isso, pesquisar às vezes não é uma opção. O que importa afinal é o que se aprende na vida, eu acho.
E eu aprendi a amar.

E agora preciso aprender a te esquecer.
Quem foi mesmo que gritou, às margens do rio, "independência e morte!"?