quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Acerto de contas.

Lembro quando te paguei uma cerveja aquela noite, você quis me pagar de volta na hora, mas eu naturalmente recusei, estávamos os dois sendo apenas polidos como manda a etiqueta.

Os dias passaram e eu percebi que você era assim - ou era assim comigo. Tudo pra você precisava se balancear, equilibrar. Nas poucas oportunidades em que eu conseguia pagar algo, você sem o menor esforço pagava o equivalente.

Qualquer presente ou mimo que eu te dava, merecia uma retribuição à altura - nunca maior ou menor, apenas igual. Como se você se esforçasse ao máximo para não deixar nada para trás.

Todas as cartas escritas, palavras ditas e poemas dedicados, tinham seu correspondente, mesmo que em silêncio, um segredo seu que dizia "não nos devemos nada".

Mas eu vim acertar as contas, porque você está me devendo sim, e muito. Quero todo o amor que eu te dei, ou de volta ou que equivalha. Você não pediu mas eu lhe dei, dei meu coração, e você desequilibrou tudo, indo embora assim, levando o que eu tinha de mais valioso.

Quando eu disse que te amava, respondesse apenas "vamos rachar?"

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