Lembro quando te paguei uma cerveja aquela noite, você quis me pagar de volta na hora, mas eu naturalmente recusei, estávamos os dois sendo apenas polidos como manda a etiqueta.
Os dias passaram e eu percebi que você era assim - ou era assim comigo. Tudo pra você precisava se balancear, equilibrar. Nas poucas oportunidades em que eu conseguia pagar algo, você sem o menor esforço pagava o equivalente.
Qualquer presente ou mimo que eu te dava, merecia uma retribuição à altura - nunca maior ou menor, apenas igual. Como se você se esforçasse ao máximo para não deixar nada para trás.
Todas as cartas escritas, palavras ditas e poemas dedicados, tinham seu correspondente, mesmo que em silêncio, um segredo seu que dizia "não nos devemos nada".
Mas eu vim acertar as contas, porque você está me devendo sim, e muito. Quero todo o amor que eu te dei, ou de volta ou que equivalha. Você não pediu mas eu lhe dei, dei meu coração, e você desequilibrou tudo, indo embora assim, levando o que eu tinha de mais valioso.
Quando eu disse que te amava, respondesse apenas "vamos rachar?"
Nenhum comentário:
Postar um comentário