Nunca vira o mar,
a água salgada que conhecia era outra.
Jamais chegara perto de ouro e pedras preciosas,
os tesouros que roubava eram diferentes.
Num olho marejado,
que se afogava em tristeza,
lá estava ele.
Cruzava esse oceano de amargura com maestria.
A maestria de quem já fizera isso
muitas e muitas vezes.
A maestria de quem já fizera isso
muitas e muitas vezes.
Furtava o brilho tão precioso,
a alegria, o sorriso, saqueava e deixava um baú vazio.
Inútil. Sem valor.
Pilhava todos os sentimentos bons,
e deixava lá o que lhe era vão,
a dor que já tinha demais
o rancor que lhe sobrava no navio.
Inútil. Sem valor.
Pilhava todos os sentimentos bons,
e deixava lá o que lhe era vão,
a dor que já tinha demais
o rancor que lhe sobrava no navio.
Mais de sete mares conquistou,
nunca parou para contar,
nem as glórias, nem os tesouros.
Nunca parou, precisava continuar,
içava vela e partia para a próxima
próxima ilha, cidade
qualquer lugar que lhe fizesse sentido.
Tinha dois tapa-olhos,
para evitar olhar nos olhos de qualquer um.
Tilha dois ganchos nas mãos,
o que fazia que machucasse a todos,
por mais tenro que fosse.
Era um lobo do mar,
um solitário lobo do mar.
içava vela e partia para a próxima
próxima ilha, cidade
qualquer lugar que lhe fizesse sentido.
Tinha dois tapa-olhos,
para evitar olhar nos olhos de qualquer um.
Tilha dois ganchos nas mãos,
o que fazia que machucasse a todos,
por mais tenro que fosse.
Era um lobo do mar,
um solitário lobo do mar.