Sob a fumaça que outrora me incomodava trocamos beijos. Seu sabor sobrepõe o tabaco. Eu já nem me importo com esse cheiro, estou contigo e isso é mais importante. Uma última tragada, mais um beijo. Solto a fumaça mas não solto você, solta a fumaça e me beija de novo, com gosto. A tarde toda jogada fora, tempo precioso que desperdicei com o que tenho de mais valioso. Talvez você me faça pior, talvez eu ache assim melhor. Amasso o cigarro contra o cinzeiro e penso que não há um desses em minha casa. Mas que deveria ter um em nossa.
Sob a fumaça, amamo-nos.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Querida.
E, de repente, ele já não mais sofria.
Estava feliz, com o sono matinal, com o trem lotado, o trabalho sobrecarregado.
Estava contente com o dia sem açúcar e o café quente.
Não lhe incomodava mais a dôr nos pés ou o cansaço nas pernas.
Desde que acordava, até se deitar, sempre tinha um sorriso no rosto, fosse ele tímido ou exposto.
Não se habituou com o sofrimento, não se satisfez com o medíocre.
Mas tinha alguém para fazer isso ser detalhe, tinha alguém para chamar de querida.
Estava feliz, com o sono matinal, com o trem lotado, o trabalho sobrecarregado.
Estava contente com o dia sem açúcar e o café quente.
Não lhe incomodava mais a dôr nos pés ou o cansaço nas pernas.
Desde que acordava, até se deitar, sempre tinha um sorriso no rosto, fosse ele tímido ou exposto.
Não se habituou com o sofrimento, não se satisfez com o medíocre.
Mas tinha alguém para fazer isso ser detalhe, tinha alguém para chamar de querida.
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