segunda-feira, 25 de julho de 2011

eu só queria poder reviver aqueles momentos. Ainda estão quentes aqui dentro como se fossem ontem. Eu sentia sua respiração - um suspiro, dois suspiros. Eu queria te proteger do medo, do amor. Você se encolhia e cabia no meu peito.

eu não vou te soltar a não ser que você queira, e eu peço que não queira.

você faz algum comentário engraçadinho que eu mal consigo decifrar, mas sorri e eu não posso evitar: sorrio. Quietos, mudos, nós dois, mas ele não - meu coração grita; ruge; faz escândalo; faz cena; faz drama. "Diga que a ama". Tão poético, com uma rima óbvia num lugar oportuno, o ignoro mas nem tanto.

você se aproxima mais ainda - eu gosto do seu cheiro - como se já não estivesse colada ao meu corpo e me aquece, me derrete. Eu fluido de amor tento me recompor e, em tempo, te afago. Apago.

eu queria reviver tudo para que no momento exato eu tenha coragem. Reviver de trás pra frente é reviver e você me fez notar isso. Com um sorriso azul e um all-star brilhante que me deixa desnorteado. Eu vou e volto por você, reviver - reviver.

eu te dou um abraço apaixonado, apertado, quente, eterno por dez segundos. Solto - "gosto do seu cheiro" e por aí fica. Ainda tenho tanto amor. Tantos abraços. E só um beijo, por favor, amor.

gosto do seu cheiro.

domingo, 24 de julho de 2011

errado

Eu nunca entendi por que todos estavam sempre tão errados.
Por que eles não podiam ser certos como eu?
Eu era tão melhor que todos,
tão mais certo.
Mas eles nunca me compreendiam,
nunca compreendem os grandes gênios.
Bem, é meio difícil falar isso.
então me pouparei
e direi apenas que o errado
sempre fui eu.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

sábado, 16 de julho de 2011

O céu.

Dia desses enquanto eu voltava do trabalho eu olhei para o céu. E achei o que vi estranho.
Não devia sê-lo mas era, me era estranho. Era o céu, azul, com suas nuvens fofas e brancas. Ele brilhava intensamente e contrastava com o cinza da cidade.
Eu sei que aqui o céu pode não ser tão lindo ou azul como em outros lugares, mas esse é o céu mais belo que posso alcançar - por enquanto.
Eu o achei estranho e fiquei triste. Se me perguntassem se minha vida estava boa eu responderia no ato que "sim, está tudo certo", crendo nisso. E talvez meu erro fosse esse. Acordar - Ir trabalhar - Voltar - Conversar com as pessoas - Jogar algo - Dormir - Recomeçar. Por mais que não me parecesse, era uma rotina. Do trabalho até em casa e vice-versa eu seguia em frente sem olhar para cima. Meu caminho já estava traçado e só eu não sabia. Eu somente obedecia sem nem notar.
Não, meus amigos, eu não vou colocar fogo nas igrejas e quebrar televisões, não mandarei minha chefe se foder e largarei minha faculdade. Eu não me libertei, não sei se ainda é possível fazê-lo.
Minha rebelião está mais em cima, literalmente. Quem sabe um dia sejamos todos livres, quem sabe um dia ninguém saiba o que ser livre significa. Eu não sei. Mas até lá, podem crer que eu vou erguer minha cabeça, olharei para o céu, cinza, azul ou laranja. Sorrirei para as nuvens, ou para sua ausência.
O céu continuou lá esse tempo todo, mas eu esqueci de observá-lo.

domingo, 10 de julho de 2011

Eu poderia,

Eu poderia ser inteligente se estudasse,
Eu poderia ser bonito se me cuidasse,
Eu poderia ter mais amigos se fosse simpático,
Eu poderia ser divertido se não fosse do contra,
Eu poderia ser bem sucedido se tivesse gana,
Eu poderia ser interessante se tivesse ânimo,
Eu poderia ser legal se fosse falso,
Eu poderia ser tudo se quisesse,

Eu poderia ser alguém se vivesse.
Mas não sou.