segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Meu nome é felipo e não André.

Quando o Sol começou a sair de trás das árvores gigantes e me tocar com seus primeiros raios, acordei suavemente. Porém ele continuou me incomodando e me cutucando, dizendo que já era hora de acordar e eu peguei o peixe-espada que sempre deixo do lado da cama para o caso de me irritarem e furei seu olho. Então a lua ficou no seu lugar durante aquele dia pois ele precisava de cuidados médicos.

Meia-hora mais tarde, enquanto eu sonhava (pesadelava) com dinheiro e coisas importantes, recebi uma ligação de alguém que nunca esperaria: o povo dos coelhos guerreiros. Ainda atordoado pelo que pensava enquanto dormia, imaginei ter me enganado quando ouvi "precisamos de sua ajuda, nosso líder só quer saber de fazer contas, trabalhar e guardar o dinheiro para comprar mais coisas do que precisa", mas quando pedi para que repetissem percebi que meu sonho provavelmente era uma previsão. Mas o que mais me deixou encucado foi um pedido de ajuda dessa tribo tão fechada e independente. Acho que o problema era sério demais para ser resolvido por alguém que não fosse tão idiota. "Já estou indo para aí." Disse com tom grave - minha voz de perigo -, enquanto colocava a lata que me servia de telefone no gancho. Coloquei minhas roupas mais coloridas e ridículas, e pulei de dentro do pássaro na direção do mar.

Em queda-livre, voando livremente, tirei meu chapéu coco e o abri. Ele se encheu de vento, se expandiu e me levou para a tartaruga gigante mais próxima: A ilha dos macacos piratas, uma terra pequena e amistosa, com um clima de verão o ano inteiro. Mal pousei na ilha e fui recepcionado com uma emboscada, uma dúzia de macacos prestes a me decapitar com uma dúzia de macacos nas árvores de chocolate com suas carabinas apontadas em minha direção. Ergui minha mão direita "não há tempo para brincadeiras, preciso dos seus melhores homens, Capitão.". "ooooras, que emergência é essa que não lhe dá 5 minutos para uma boa briga?" O capitão perguntou enquanto balouçava sua espada violentamente sobre sua cabeça. "A terra dos coelhos guerreiros pediu minha ajuda e não posso decepcioná-los", um coro de "uuuuuuuuuuuh" foi ouvido enquanto todos prestavam atenção no que eu dizia, "estou indo para lá agora, preciso dos seus melhores homens e de um navio". O capitão riu, enquanto acendia uma banana. "Calma lá" e deu uma tragada no charuto "nossos homens foram para uma missão muito importante lá no país do dominó e outros jogos de domingo, tudo que posso lhe oferecer é Toby, o otimista, e um pequeno bote foguete defeituoso.".

Flores, serpentinas e lascas de lápis de côr eram jogados sobre Toby e eu enquanto decolávamos. Ao olhar para trás, todos já estavam celebrando a visita que tiveram e faziam a dança da saudade, todos de mão dadas pulando em volta de uma flôr murcha e cinza, que com o ritmo rebolava e ganhava uma tonalidade laranja enquanto crescia novamente - a Flôr do volte  logo por favor. Aquela ilha era uma festa.

Ao olhar para frente, vi que estávamos prestes a colidir com um muro de tijolos que estava sendo carregado por bexigas vermelhas. Eu tentei frear, mudar de direção, atirar mísseis e tortas, mas nada funcionava, 200 metros, 180, 160, nos aproximávamos velozmente e eu não sabia o que fazer, olhei para Toby com cara de interrogação e exclamação (?!) e ele calmamente me diz "esse é um dos defeitos desse bote, fique calmo e faça o que eu fizer, tudo ficará bem no final", Toby era um macaquinho comum, com pêlo côr de caramelo e pele côr de amêndoa, sempre com um sorriso no rosto - otimista -, mas certamente suas palavras me acalmaram e não pareciam simples otimismo, já estávamos a 100 metros do muro, ele levantou as mãos e "AAAAAAAAAAAAAAAAAH" começou a gritar desesperadamente. Por impulso, também gritei, apavorado. Nada funcionava e já estávamos a 50 metros, prestes a colidir com aquele imenso monte de tijolos e cimento.

Fim da Primeira Parte.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Passado.

Antes de você, minha querida... bom, antes de você não há nada. O passado - sem você - não importa, não existe. É como se tudo tivesse começado a partir de ti, de ti em mim.
Você não entrou em minha vida, pelo contrário, você me deu a vida. Criou a vida. Antes nada há.
Sem lembranças, sem histórias, sem ninguém. Meu passado é uma história inventada que ninguém quer ouvir. Meu presente é alguém que me tem em suas mãos mas não quer meu coração. Meu futuro é tão incerto quanto todos os outros, porém iludo-me a crer que não passará de trevas e solidão sem você.

Quero acreditar que mudou minha vida. Queria eu ter mudado a sua - pelo menos fazer com que se engane como faço. Quero acreditar que no passado, tudo isso eu já não tenha passado.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Sofrimento.

Você me faz sofrer.
Sofrer de ansiedade quando vou te ver.
Sofrer de angústia sem saber o que pensa.
Sofrer de medo de te perder.
Sofrer por te ver partir.
Sofrer.
Mas talvez eu goste de sofrer. Por você.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Fico feliz por você não sentir minha falta.

Honestamente, em meio de tantas coisas ruins, alegra-me que você não sinta nem um pouco de falta minha.
Não digo que você está feliz, que sua vida está as mil maravilhas, mas sem dúvida é um problema a menos.
Seria realmente ruim caso sempre que me visse por aí, ouvisse de mim, sentisse um aperto no peito, sentisse uma dor no coração.
Mas não, sempre que se lembra de mim - se é que lembra - é como se eu mal tivesse sido algo para você, como se nossa história tivesse sido apagada. E acho que isso é bom, para você.
Eu realmente não desejo você sinta metade da dor que eu senti ao escrever isso para ti.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A Solução.

Querida, fique feliz, encontrei a solução para todos seus problemas, todas suas dores.
Finalmente descobri como posso fazer com que esqueça do seu coração partido.
É um método muito fácil, muito óbvio, mas que nunca me viera à mente, até agora.
A solução é simples: te direi de cada vez que me machucou, cada vez que me iludiu, cada noite que não pude dormir pensando em ti, as falsas esperanças que me deu, os sorrisos que me tomou, toda a infelicidade que você foi e ainda é em minha vida.
A solução é bem simples: te mostrarei como você me fez uma pessoa miserável, para que assim perceba que tudo que lhe acontece, não chega a um décimo do que sofri.