quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Brinde.
Coquetel adornado de hipocrisia, vodka batida com ironia.
Me vê mais uma dose de desilusão, não pegue leve no amor sem solução.
Um shot de tristeza, tomado duma só vez.
Brindemos, brindemos ao nosso fim. Brindemos à minha dor.
Um brinde a tudo que não fomos.
Um brinde ao que se tornou.
E não nos esqueçamos da saideira, aproveitando que está a sair de minha vida.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Cacos.
Ela, tão feliz, não se importou com o copo que derrubara.
Eu, tão sozinho, me importei com o amor que destruira.
Cacos espalhados, corações partidos, sorrisos vazios.
Já não sou mais eu, sou fragmentos de mim. A vida agora vem aos pedaços. A alegria se partiu, mas a tristeza está intacta.
Já não sou mais eu, sou cacos, espalhados por aí, ao chão, prestes a serem varridos.
Cacos. Cacos no chão, frágeis e fracos. Vítimas. Mas que podem machucar se pisados.
Sou cacos.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Frio.
Hoje fez frio, muito frio. Eu não quis sair da cama, resolvi ficar o dia deitado. Meus amigos me ligaram e eu recusei. Eles não reclamara, pois estava frio.
Hoje fez frio, muito frio. E eu não sorri uma vez sequer. Eu fiquei escondido em meio a agasalhos. Esfregando minhas mãos. Mas ninguém se incomodou, pois estava frio.
Aqui dentro faz frio, muito frio. E espero que, pelo menos, respeitem minha falta de palavras, ânimo e sorrisos.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Grama.
Minutos, horas se passaram. Podiam ser dias, anos, uma vida. Não veria problema em ter passado uma vida com ela, apenas sendo feliz, sonhando com uma eternidade de calma. E, apesar de toda a paz e tranquilidade, dentro dele tudo estava um caos, um bom caos. Ele estava se redescobrindo, vivendo finalmente, conhecera um outro mundo do qual não pretendia sair tão cedo. Ela ainda cochilava, ela era linda, ainda podia ser visto um pequeno sorriso em seus lábios. Afagou-lhe os cabelos, beijou-lhe a testa suada. Como uma criança que purificara a alma correndo e brincando e agora descansava, ela abriu os olhos. Deu-lhe um longo beijo e perguntou se ele dormiu bem. Menou a cabeça positivamente e lhe sorriu, mais uma vez. O sol estava se pondo e vento ficava mais forte, aproximaram-se ainda mais. Suas respirações eram a mesma, misturaram-se, seus cheiros, seus sabores.
Ela lhe dera um mundo completamente novo, uma vida completamente desconhecida, uma alma completamente jovem. Ele queria lhe retribuir, lhe sorriu sinceramente, lhe beijou com paixão, lhe abraçou com ternura. E, para ela, era o suficiente.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Mudou
De um dia para o outro, tudo mudou, as companhias e o trajeto.
De um dia para o outro, tudo mudou, os deveres e as responsabilidades.
De um dia para o outro, tudo mudou, o que o cercava e ele mesmo.
De um dia para o outro, algo ficou igual, a batida do seu coração.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Fumaça
Sob a fumaça, amamo-nos.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Querida.
Estava feliz, com o sono matinal, com o trem lotado, o trabalho sobrecarregado.
Estava contente com o dia sem açúcar e o café quente.
Não lhe incomodava mais a dôr nos pés ou o cansaço nas pernas.
Desde que acordava, até se deitar, sempre tinha um sorriso no rosto, fosse ele tímido ou exposto.
Não se habituou com o sofrimento, não se satisfez com o medíocre.
Mas tinha alguém para fazer isso ser detalhe, tinha alguém para chamar de querida.
domingo, 28 de agosto de 2011
Elevador.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
A mesma rua.
domingo, 14 de agosto de 2011
[Colchetes
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
eu não disse nada
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Eu não tenho cheiro...
sábado, 6 de agosto de 2011
Eu não tenho cheiro.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
errado
sexta-feira, 22 de julho de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
O céu.
Não devia sê-lo mas era, me era estranho. Era o céu, azul, com suas nuvens fofas e brancas. Ele brilhava intensamente e contrastava com o cinza da cidade.
Eu sei que aqui o céu pode não ser tão lindo ou azul como em outros lugares, mas esse é o céu mais belo que posso alcançar - por enquanto.
Eu o achei estranho e fiquei triste. Se me perguntassem se minha vida estava boa eu responderia no ato que "sim, está tudo certo", crendo nisso. E talvez meu erro fosse esse. Acordar - Ir trabalhar - Voltar - Conversar com as pessoas - Jogar algo - Dormir - Recomeçar. Por mais que não me parecesse, era uma rotina. Do trabalho até em casa e vice-versa eu seguia em frente sem olhar para cima. Meu caminho já estava traçado e só eu não sabia. Eu somente obedecia sem nem notar.
Não, meus amigos, eu não vou colocar fogo nas igrejas e quebrar televisões, não mandarei minha chefe se foder e largarei minha faculdade. Eu não me libertei, não sei se ainda é possível fazê-lo.
Minha rebelião está mais em cima, literalmente. Quem sabe um dia sejamos todos livres, quem sabe um dia ninguém saiba o que ser livre significa. Eu não sei. Mas até lá, podem crer que eu vou erguer minha cabeça, olharei para o céu, cinza, azul ou laranja. Sorrirei para as nuvens, ou para sua ausência.
O céu continuou lá esse tempo todo, mas eu esqueci de observá-lo.
domingo, 10 de julho de 2011
Eu poderia,
sábado, 11 de junho de 2011
03:03
quarta-feira, 8 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Solidão.
Eu fico tão triste e sozinho, me sinto obcecado, viciado, eu preciso falar com você, só por mais um segundo, não diga que tem de ir embora. Vem me fazer feliz, vem me dar um olá. Você se afasta, precisa respirar, e não percebe que sem você o meu coração perde o ritmo, e eu que fico sem ar.
Cercado por tantos pensamentos, no trabalho, na faculdade, eles gritam comigo, eu não respondo e choro. Eu sinto a solidão. Pensando não uma, mas cem vezes em você, sabendo que são apenas desejos, desejo você.
Eu fico feliz mas sozinho, me sinto obcecado, viciado, não me canso de pensar em você, por horas e horas, esperando você chegar. Não me faça triste, não me dê um adeus. Você se afasta, precisa respirar, e não percebe que sem você eu já não vivo mais.
Longe de você só existe você. Com você, eu quero você e eu. Mas eu, e só eu, sou só, só solidão. Mesmo em meio a multidão.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Dor de amor.
Meus dedos estão manchados de sangue, mas não é por isso que dói.
A gota de sangue derramada já dói menos que a lágrima que cai lentamente.
E eu me esqueci de você, sim, me esqueci. Me esqueci dessa dor toda. Quando a lâmina me distraía do meu coração.
dor. Dói, dói pouco.
Tão pouco que eu já me lembrei de novo de você.
E dele.
Percebi que eu fui esquecido.
E nunca formarei um nós com você, como vós.
Como dói. Por trás de todo esse sangue, não são cortes, nem batidas. É só um coração partido.
Dói muito, é dor de amor.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
bafo de bebida
mas agora eu tenho esse bafo de bebida, e parece que a coragem veio junto, agora eu poderia te dizer tudo, eu poderia dizer "não, eu não quero ser seu amiguinho, eu quero que você seja minha e só minha, eu quero te comer - com amor - não quero que você venha me dizer que outro fez isso contigo , entã ov ai se foder com sa amizade ,eu nã oqjuero nada disso ,eu qero você não é perdir muito, msa é impossíve, é impsiosvel pra voce sentir amor por algueom como eu, que tenho tanto amor pra te ofercer, mas sói iss. só amor, não sou lindo, nao sou descolado, nao sour ico, não sou rebeldo, só tenho amor;"
é... agora eu tenho coragem de te dizer tudo isso, ou melhor! te dizer isso, agora
"EU PRECISO TE DIZER UAM COSA"
"felipe, não com esse bafo de bebida"
quarta-feira, 18 de maio de 2011
O pintor.
Pintava sempre numa mesma praça, não diariamente, mas tentava pintar sempre que tivesse tempo. Afinal, ele era estudante - e não de artes - e também trabalhava para ajudar em casa. Mas a pintura era sua paixão verdadeira.
No começo, poucos davam atenção para sua pintura, somente alguns poucos amigos o apoiavam. Verdade seja dita, ele pintava por gosto e nunca tivera nenhuma instrução, mas com o tempo pegou o jeito e agora já tinha uma técnica avançada para alguém tão jovem.
Mais e mais pessoas passaram a admirar sua arte. Sempre que se punha a pintar, dúzias de pessoas paravam para observá-lo, ver sua obra, sorrir, chorar, emocionar, chocar. Ele fazia de tudo, quadros lindos; lúdicos; serenos, que deixavam qualquer um alegre, quadros horrorosos; bizarros; ácidos, que chocavam e criticavam a sociedade, incomodavam todos.
Porém algo sempre o incomodava, mas ele não dizia nada a ninguém. Ele pintava, pintava, pintava. Quadros de amor, quadros de horror, quadros abstractos, críticos, sonhos e pesadelos. Pintava de tudo, tudo o que sentia, tudo o que as pessoas queriam dizer mas não conseguiam expressar. E quando viam algo que dizia o que sentiam, que era realmente belo, ou fazia pensar, reflectir, quando o quadro realmente mexia com pelo menos um de seus espectadores, eles não diziam nada. Nunca o elogiavam, criticavam, apoiavam ou reprovavam. Adoravam seus quadros, certamente, entretanto ele não recebia um comentário sequer, a não ser que ele pedisse suas opiniões.
Cansado disso tudo ele resolveu lhes dizer o que sentia, como ele sabia. Pintou um quadro, um autorretrato, era ele a pintar na mesma praça com os mesmo espectadores, a cena era a que podia ser vista quase que diariamente naquele lugar, com uma pequena diferença: as pessoas que viam seus quadros estavam amordaçados, e com uma metáfora simples finalmente teve uma resposta.
- Desculpe-nos - disse uma moça no meio da multidão.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Corri.
domingo, 8 de maio de 2011
Como se dança?
sexta-feira, 6 de maio de 2011
O pássaro.
Dia após dia, o jovem cuidava do pássaro como se fosse seu bebê, brincava com ele, dava-lhe atenção, alimentava-lhe. Pouco a pouco, a ave ficava melhor, fica mais forte, maior. Logo cedo ele começava a cantar de alegria, e ao ouvir a bela canção, o rapaz sorria. Ficava feliz em ver como seu filhote ficava cada vez melhor, tudo graças a ele. Sentia que não só o pássaro, mas também o seu próprio coração crescia cada vez mais, repleto de alegria e de amor.
Mas com o passar do tempo, o pássaro precisava menos de cuidados, menos desse mesmo amor. E o garoto percebia isso, percebia que deixava de ser essencial para a ave, somente não queria admitir isso, não queria acreditar nisso.
Ouviu-se uma cantoria histérica, assustado o rapaz foi verificar o que ocorrera. Ao abrir a gaiola, viu o grande pássaro vermelho inquieto do lado de dentro, o pássaro era belo e suas penas brilhavam. O garoto então lentamente pegou a ave e abriu a janela. Com muita dor, com muita tristeza, ele deixava seu pequeno rubro passarinho.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Um pedido.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Repetição.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Salomé.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Retrato-Falado.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Sonhos.
Existia um garoto muito feliz, que sempre andava sorrindo. Ele não tinha muitos amigos, mas sempre que o viam ele estava com uma cara alegre. Muitos não entendiam o porquê, já que quase não o viam com ninguém.
"Ele fica sonhando acordado... é praticamente uma criança" diziam os que já o conheciam, a fim de explicar a alegria do rapaz. "Falaram-me que até a dormir ele fica com esse sorriso infantil, deve continuar os sonhos que começa acordado." Emendavam.
E os dias passavam, o rapaz cada vez menos precisava dos outros, claro que tinha amigos, grandes e verdadeiros amigos, mas ele sorria sozinho, conseguia ser feliz por si mesmo.
E os dias passavam, e o rapaz passou a ter mais responsabilidades, precisava se preocupar com a faculdade, o trabalho, a família, os amigos. Não tinha tempo a perder, não tinha tempo p'ra sonhar. Já não sorria tanto. A alegria fugira-lhe pouco a pouco. Deixou de ser feliz. Andava cabisbaixo, pensando em tudo que precisava, nem dormir bem conseguia mais, pois precisava ficar acordado até tarde para resolver seus problemas.
E os outros diziam "finalmente deixou de sonhos tolos, finalmente ele cresceu e se tornou alguém normal."
quarta-feira, 6 de abril de 2011
"Eu não presto."
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Medo.
domingo, 3 de abril de 2011
MonoDiálogo.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Inferno.
domingo, 27 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Chuva.
segunda-feira, 21 de março de 2011
02:02
domingo, 20 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
A flôr.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
O barco.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
O guardador de nuvens.
E ter a vida bucólica que sempre quis.
Em meio a paz e a tranquilidade.
Mas não, não na grande cidade.
Aqui não existe paz, não existe natureza.
Aqui a minha selva é de pedra.
Os animais são os homens.
E a calma é uma ilusão.
Mas eu não posso ser um guardador de homens,
os homens não servem para isso,
não são espertos o suficiente.
E em meio a tantas ilusões,
contento-me a guardar as nuvens,
que são belas, alvas e fofas,
assim como os carneiros,
que um verdadeiro guardador preza e zela.