Você é um bom garoto. Tem um sorriso cativante, ele é belo, é delicado. Seus movimentos são calmos. Seus olhos são confortáveis. Sua voz é doce e me faz bem, mesmo quando você me diz "eu não sou tão bom quanto pareço, tenho medo de te machucar". É impossível acreditar numa coisa dessas. É impossível imaginar que você possa me fazer algum mal.
Seu abraço me aquece. Suas mãos me protegem. Seus beijos me derretem. Cada vez mais eu vejo que você é magnífico. Com os dedos entrelaçados eu repouso minha cabeça no seu peito, seu coração palpitava, e eu sabia que nele não podia haver maldade.
"Eu não sou uma boa pessoa." Você me dizia. Mas eu olhava fundo nos seus olhos. Seus olhos castanhos, iguais a quaisquer outro. E via algo que não achava em mais nenhum, um brilho, um brilho quase infantil. Era a inocência. "Não diga besteiras", eu replicava.
O tempo passou, e cada vez mais eu via como você era bom. Nada em você dizia o contrário. Era tenro, era doce. Você não era uma boa pessoa, era uma ótima. Talvez eu não te merecesse, talvez ninguém te merecesse. "Eu não te mereço" foi você quem disse isso, antes que eu pudesse fazê-lo. "Você é incrível" e é verdade, só pude dizer isso, a verdade.
Um dia, por algum motivo, não estávamos mais juntos. Você foi pra lá, eu fui pra cá. Talvez você me odeie, talvez eu não sinta mais nada. Você me disse que ficaria bem, e a serenidade na sua voz me machucou, não porque eu quero te ver mal, pelo contrário. Mas o que me incomodou foi que seu tom foi o mesmo quando me dizia que não era alguém bom... então eu espero que você realmente seja uma pessoa desprezível.
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