quinta-feira, 28 de abril de 2011

Salomé.

Salomé, Salomé, dama da tentação.
Nem garota, nem mulher.
Apenas uma criança sem coração.
Salomé, Salomé, continue a dançar.

Filha de Herodíade, não se esqueça
Do pedido que fez para sua felicidade,
De João Batista demandara a cabeça.
E para voltar atrás já é tarde.

Salomé, escrava de sua dôr.
Matara seu amor, um homem de fé.
E agora não tem nada,
além de um troféu manchado de rubro numa bandeja de prata
E as lágrimas que escorrem pelo véu.

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