domingo, 29 de janeiro de 2012

ressaca

um gole de sorrisos aqui, um copo de risadas ali, misturados com muita simpatia, sempre acompanhados de conversas fúteis, mais sorriso, a noite toda. alegria, felicidade, festa. experimentando de tudo, quem sabe um pouco de amor, um belo gole de normalidade, não saber mais o que provar, não parar de misturar, até se perder, não ser mais você mesmo, e rezar para não lembrar de nada disso
no dia seguinte a depressão vem, a dor de cabeça e o arrependimento
"nunca mais serei falso"

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Fotos

"(...)e o sorriso dela é o sorriso mais belo que já vi-"
"você tem uma foto dela?"
"ah, acho que tenho uma na carteira. aqui"
"uhm, o sorriso dela é meio torto né... bonitinha"

e desde então eu não carrego mais fotos suas comigo, porque percebi que o que eles viam não era o mesmo que eu. percebi que o que importa são meus olhos, e que todos podem ver o mesmo que eu, se me ouvirem bem.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

du fehlst

Por mais que eu costume escrever bastante, e até leve jeito com as palavras, algumas coisas eu simplesmente não consigo dizer ou expressar. Mas eu sinto.
Eu penso e penso, procuro palavras; metáforas; paranomásias; rimas e nada me vem. Talvez seja algo muito complexo para ser posto em palavras, talvez seja algo muito simples para precisar de explicação. Mas percebi afinal que por mais voltas que eu dê, por mais que eu planeje, calcule e medite sobre a questão, há momentos em que devemos que deixar de lado todas as sutilezas e adornos e nos expormos de verdade. Há momentos em que devemos dizer em alto e bom som: Sinto sua falta.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Maço de cigarros.

Tragou o primeiro cigarro, odiava aquele sabor, aquele calor, a fumaça, o cheiro, tudo. Mas era isso que o fazia lembrar dela. Sempre aquelas saídas para fumar, os caminhos que ela pegava para aproveitar um cigarro a mais. Ele nunca gostou, naturalmente, mas ela era assim, e ele não pretendia esquecer nem um fragmento dela.
No sétimo cigarro, já estava se acostumar, a fumaça, o cheiro, o calor. Sentia-a com ele. No meio da fumaça via seu sorriso, sorriso que ele sempre adorou, mas nunca falou.
Já terminava o terceiro quarto do maço, já não queria mais continuar, decididamente não era de seu feitio, mas não era de largar da amizade, do sorriso, da felicidade e, acima de tudo, não dela. Acendeu o décimo sexto.
O décimo nono logo acabaria, a ponta crepitava, apagava aos poucos, sem vida, sem calor. Ele tinha medo de que isso acontecesse com eles, que fosse tão efêmero quanto o cigarro que morre após ser tragado, que acaba depois de dar prazer, que pouco dura, até ser substituído por outro igual mas diferente.
O vigésimo ele não tirou do maço, guardou junto com as lembranças dos dois, na esperança de que isso fosse manter seu coração aquecido por mais tempo que o cigarro o aquecia. O último ele guardou, como o último abraço que ela lhe deu, como o último sorriso que ela lhe tirou.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Quadrinha da educação.

O teste não passa de uma peste,
A prova quer provar sem provas,
O exame é um enxame de vexames,
E a avaliação mais avaria que avalia.