A flôr tinha uma delicadeza ímpar. Uma beleza inigualável. Uma pureza inabalável.
Todos que a admiravam ficavam bem. Ela trazia paz para quem passasse. Ela fazia sorrir o mais carrancudo. E com ela o mundo fazia mais sentido.
A flôr era bela e sobrevivia sómente com a luz vital do Sol. Ela vivia sozinha, ela e mais ela. Ela e menos o mundo.
Todos a adoravam. Todos a amavam. Todos a admiravam. Cada vez mais. Cada vez mais esperavam mais dela. E ela só era. Só era ela.
Sob o sol. Sob o luar. Sempre a brilhar.
Ontem ela era ela. Ela ontem.
Hoje ela é ela. Ela hoje.
Amanhã ela será ela. Ela amanhã.
E com o passar do tempo. Nada mudou. Todos a admiravam de fora da cúpula. E ela continuava sendo linda e inalcançável. Uma única flôr. Sozinha. Perfeitamente sozinha.
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