Todo dia, há alguns meses, quando o ônibus virava essa esquina, eu lamentava e fazia de tudo para prolongar os segundos que escapavam pelos meus dedos.
Eu marcava aquele poste, que significava que dentro de 30 segundos eu teria de descer do ônibus e sofrer no meu trabalho.
Hoje eu estou passando pela mesma rua. E eu nunca havia notado essas árvores, a côr do céu se escondendo daquele prédio.
Hoje eu passo pela mesma rua, mas com um destino diferente, e que nome engraçado tem a rua que o ônibus entra na esquina.
Atrás daquele poste há uma sorveteria que parece interessante, do lado um brechó que me chamou atenção.
A mesma rua, outra pessoa.
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