Ouviu-se uma batida vindo da janela, assustado o rapaz foi verificar o que ocorrera. Ao abrir a janela, viu pequeno passarinho vermelho caído do lado de fora, o pássaro sangrava e estava sem muitas penas. O garoto então rapidamente socorreu a ave e tratou seus ferimentos. Com muito zelo, com muito carinho, ele cuidava do pequeno rubro passarinho.
Dia após dia, o jovem cuidava do pássaro como se fosse seu bebê, brincava com ele, dava-lhe atenção, alimentava-lhe. Pouco a pouco, a ave ficava melhor, fica mais forte, maior. Logo cedo ele começava a cantar de alegria, e ao ouvir a bela canção, o rapaz sorria. Ficava feliz em ver como seu filhote ficava cada vez melhor, tudo graças a ele. Sentia que não só o pássaro, mas também o seu próprio coração crescia cada vez mais, repleto de alegria e de amor.
Mas com o passar do tempo, o pássaro precisava menos de cuidados, menos desse mesmo amor. E o garoto percebia isso, percebia que deixava de ser essencial para a ave, somente não queria admitir isso, não queria acreditar nisso.
Ouviu-se uma cantoria histérica, assustado o rapaz foi verificar o que ocorrera. Ao abrir a gaiola, viu o grande pássaro vermelho inquieto do lado de dentro, o pássaro era belo e suas penas brilhavam. O garoto então lentamente pegou a ave e abriu a janela. Com muita dor, com muita tristeza, ele deixava seu pequeno rubro passarinho.
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