De longe, vi sua silhueta, e era apenas isso que eu enxergava, os contornos de algo difuso, confuso. Não era certo o que eu via, mas sabia que não podia ser errado.
Era apenas isso que eu enxergava, e isso bastou para chamar minha atenção, ela se aproximou e eu apertei meus olhos para vê-la, para ver seus detalhes, para observá-la por inteiro.
Um vulto, uma indecisão, uma incerteza.
Cada passo que ela dava, a luz aumentava, contra-luz, eu não pude diferenciar se ela me sorria ou zombava, contra-luz, eu não pude olhar em seus olhos.
Por medo da indefinição, nada fiz, por medo de errar, não acertei.
Ela passou e a escuridão me tomou, o brilho era ela.
Era ela todo o brilho.
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