domingo, 11 de dezembro de 2011

Cacos.

Cacos voavam, estilhaços espalhados, álcool esparramado, sorrisos partidos.
Ela, tão feliz, não se importou com o copo que derrubara.
Eu, tão sozinho, me importei com o amor que destruira.

Cacos espalhados, corações partidos, sorrisos vazios.
Já não sou mais eu, sou fragmentos de mim. A vida agora vem aos pedaços. A alegria se partiu, mas a tristeza está intacta.
Já não sou mais eu, sou cacos, espalhados por aí, ao chão, prestes a serem varridos.

Cacos. Cacos no chão, frágeis e fracos. Vítimas. Mas que podem machucar se pisados.

Sou cacos.

Um comentário:

  1. Éé cacos podem machucar bastante. Imagine você um "vaso" que deveria ter sido cuidado, ser jogado ao chao por mãos que deveriam tê-lo protegido!! E o pior.... ficar em cacos, sem ter sequer quem os recolha....

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