Muitos mares cruzou,
e meu barquinho sempre aportado.
Muitas tempéries enfrentou,
e aqui o mar sempre calmo.
Me avistou, lá longe:
Terra à vista!
E uma mensagem me mandou,
mas nunca fui o melhor
nos códigos dos mares.
Se aproximou com calma,
com uma bandeira branca içada.
Não era uma ilha,
apenas um barquinho, calmo,
ao invés de canhões,
armado de carinho.
Resolvi me arriscar,
navegar contigo no rasinho.
E o vento que estufou minha vela,
esse vento encheu meu peito.
Esse vento foi você quem soprou.
Mas você se foi, se foi desse mar sem praia,
foi para algum rio, que eu só ouvira falar.
Atrás de ti eu fui,
fui atrás de ti.
Ajudado pelo vento que soprou,
guiado pela bússola de meu coração.
E agora estamos no mesmo barco, meu bem.
Se naufragar, naufrago também.
Iça essa vela,
me dá o leme.
Vou contigo cruzar os sete mares,
encontrar os maiores tesouros dessa vida.
E enfrentaremos, juntos, todo e qualquer tempo ruim,
maré de azar, tempestade inesperada.
Nem mesmo Netuno seria capaz de nos parar,
pois temos Vênus ao nosso lado.
E vamos, só eu e você nesse barquinho.
Eu, você
o Barquinho.
Cruzaremos o mar,
alcançaremos a felicidade.
Se faltar vento,
do amor eu faço remo.
E chegamos lá,
o tempo que levar,
o tempo que fizer,
o tempo que fizer,
chegamos lá.
Eu, você, nesse Barquinho.
Juntos, navegando.
Eu, você, nesse Barquinho.
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