domingo, 11 de março de 2012

Final

Toby e eu abrimos a boca o quanto conseguimos, logo nossas bochechas estavam cheias de bacon. "GUE DELIFIA DE BAGON" eu disse. Toby apenas concordou com a cabeça enquanto comia ainda mais. Eu entendi que a situação era mais de fazer do que falar, e fiz como ele. "CAAAAAAAAAAARAS, QUE CÊS TÃO FAZENDO, BRÓDERS?! NÃO COMAM ESSE BACON, ELE NÃO É COMO OS OUTROS!", Johnny gritava, gesticulava, surfava. Já tínhamos comido muito bacon para não sofrer com as consequências - e mais importante, pra passar a fome -, então cuspimos o que estava em nossa boca. "O que esse bacon faz, Johnny?! Por que não nos avisou antes?" Eu perguntei muito preocupado. Ele levantou as mãos (asas) e disse, com um tom meticuloso "porque, cara, essas coisas tavam, tipo, caindo do céu, né! não achei que vocês fossem mesmo comer." eu parei por um segundo e percebi que fazia sentido, Toby não parava de pular, temendo as consequências. "tá... mas... o que acontecerá conosco? morreremos?" perguntei, lentamente, à sabia águia da água. Ele tirou os óculos escuros, revelando um par de olhos azuis duros, frios. "Sim, morrerão..." Toby parou, atônito. Eu engoli em seco e senti ainda um resquício do delicioso sabor daquele bacon, suculento e crocante. "Afinal" continuou "um dia todos morreremos, mas nesse caso, esse bacon, bom... ele te engorda 10 vezes mais rápido que um bacon normal."

Depois de discutirmos muito acerca do problema do bacon, chegamos numa ilha que parecia estar abandonada, cheia de poeira sobre os móveis, com cocô de cachorro no chão e várias cartas na caixa de correio. "Bom, vamos?" Eu disse para os dois, sem confiança na voz. "Não, eu não vou" disse Johnny, decidido. "tá com medinho, é?" perguntou Toby pulando, "não, não é nada dis-" "medroso! medroso! medroso, medroso" Toby repetira mais umas trinta e sete vezes pulando cada vez mais alto, em volta de Johnny, mas seria cansativo repeti-las para vocês. Johnny segurou Toby pela cauda e disse, irritado "não, cara, eu não to com medo, beleza? não tenho caô não, o problema é que eu não quero ser visto com dois gordos, cara.". De fato, depois de comer aqueles bacons surgiu uma pequena protuberância nos nossos abdômens, mas não acho que éramos, gordos, apenas... cheinhos. Pois bem, mesmo assim, Johnny não iria entrar na ilha conosco e, tirando ele, ninguém conhecia aquela região. E eu não sabia o que fazer para convencê-lo. "Não quer andar com gordos? qual o problema?" indagou, Toby, nervoso. "Pare de ligar para o que as pessoas pensam" disse ainda mais bravo, "agora vamos logo!" Urrou. "vamos, vamos vamos vamos vamos vamos vamos" e mais uma dúzia de vezes, sempre pulando a cada palavra. "Ok ok, eu vou!" disse por fim, Toby riu, com ar triunfante, colocando as pequenas mãos em sua pequena cintura. "Mais uma vez a insistência vence!", mas Johnny chacoalhou a cabeça negativamente e disse, "só quero esclarecer, cara, que eu vou com vocês porque você pulou tanto que emagreceu, e eu consigo andar com um gordo só." Por mais que eu discordasse e achasse que eu fosse no máximo fofo, não reclamei.

Adentrando a ilha, encontramos uma placa que dizia "COMEÇO DA ILHA PARA A ILHA DOS COELHOS GUERREIROS" motivados por estarmos perto, seguimos em frente com energia redobrada, a ilha parecia estar mesmo abandonada, apenas víamos poeira, bolas de sujeira e aquários que precisavam urgentemente ser limpos, uns 50 metros depois da primeira placa, encontramos outra com os dizeres "METADE DA ILHA PARA A ILHA DOS GUERREIROS" intrigados porém animados continuamos a andar, um pouco mais à frente, constatamos que a ilha estava de fato abandonada, pois encontramos uma TV ligada no canal de compras, e sabemos que se tivesse alguém a assistindo, não deixaria naquele canal por mais de 5 segundos. Depois do televisor e mais alguns eletrodomésticos ligados sem utilidade e gastando uma tremenda eletricidade, chegamos à terceira placa. Nessa estava escrito apenas "Final"

Fim da Terceira Parte.

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