Pediste-me, mesmo sem pedir,
que lhe escrevesse qualquer coisa boba,
qualquer coisa de amor.
E, é claro, fiquei a pensar nisso,
pensar em que escrever,
para que se sentisse querida, minha querida.
Pensei, pensei.
Pensei em ti.
Em nós.
Pensei, pensei.
E desisti,
não de ti, tampouco de nós,
Mas do papel e de todas as palavras.
Escrever pra quê?
Escrever pra quê?
Prefiro viver,
não escreverei de como adoro o seu beijo,
seu beijo doce, seus delicados lábios,
sua respiração, sincronizada com a minha.
Ó, não escreverei sobre seu beijo,
beijá-la-ei.
E olharei fundo nos seus olhos,
que me sorriem,
ao invés de dizer como são belos,
e compará-los a seja lá a coisa bela que me vier,
pois são mais que isso, são incomparáveis,
quando olham para mim.
E que se dane como descrevo seu abraço,
seu corpo,
seu amor.
Quem liga para tantas palavras,
tantas descrições.
Quando se tem a realidade,
quando se tem você.
Escrever pra quê?
Prefiro você.
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