Em meio a tanta gente impaciente a aguardar na estação, os dois esperavam que ele nunca chegasse.
Por mais que tentassem aproveitar ao máximo um ao outro, não podiam evitar de pensar que o trem logo chegaria, e teriam de se despedir um do outro.
Um segundo que passava era um segundo que passaram, um sorriso a mais era um a menos para o último.
(A felicidade corria sorridente num dia ensolarado de verão, e a tristeza era sua sombra, que nunca saía de seu pé.)
O trilho inanimado trazia para perto deles o fim. Maldito trilho.
Um minuto que passava era um suspiro de alívio mas uma gota de suor frio.
Em meio a tanta gente impaciente a aguardar o trem, os dois - abraçados - o queriam cada vez mais longe.
Mais perto o trem se fez ver ao longe. E para evitar a visão, a dor e a solidão, beijaram-se até que ele chegasse.
De portas abertas fazia a última chamada para que os passageiros entrassem, e ela o olhou com tristes olhos.
Olhando para o trilho que trouxera o agouro de ferro deu sua sentença
"Pelo visto o trem não vai chegar tão cedo, vamos esperá-lo lá em casa."
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