terça-feira, 19 de junho de 2012

O trem.

Em meio a tanta gente impaciente a aguardar na estação, os dois esperavam que ele nunca chegasse.

Por mais que tentassem aproveitar ao máximo um ao outro, não podiam evitar de pensar que o trem logo chegaria, e teriam de se despedir um do outro.

Um segundo que passava era um segundo que passaram, um sorriso a mais era um a menos para o último.

(A felicidade corria sorridente num dia ensolarado de verão, e a tristeza era sua sombra, que nunca saía de seu pé.)

O trilho inanimado trazia para perto deles o fim. Maldito trilho.

Um minuto que passava era um suspiro de alívio mas uma gota de suor frio.

Em meio a tanta gente impaciente a aguardar o trem, os dois - abraçados - o queriam cada vez mais longe.

Mais perto o trem se fez ver ao longe. E para evitar a visão, a dor e a solidão, beijaram-se até que ele chegasse.

De portas abertas fazia a última chamada para que os passageiros entrassem, e ela o olhou com tristes olhos.

Olhando para o trilho que trouxera o agouro de ferro deu sua sentença

"Pelo visto o trem não vai chegar tão cedo, vamos esperá-lo lá em casa."


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