terça-feira, 12 de junho de 2012

Minha flôr.

Conhecemo-nos e disseram-me "Ela é forte." Você era forte, até onde eu sabia...Nós conversávamos e você sorria, destemida, forte e altaneira.

Ao passar dos dias, continuava daquela maneira, distante e guerreira. Mas, por um segundo, deixou-me me aproximar.

Ria com um belo sorriso, inocente porém seguro. Queria fazê-la sorrir mais, estar mais próximo, mais próximo, e deu-me uma abertura, uma óbvia e utópica.

O tempo passou e tudo mudou, conheceu um lado meu que era só meu, e passou a ser nosso, pois mais que meu desejo de compartilhá-lo, sua vontade de acolhê-lo fez com que tudo desse certo, até então.

Logo, estávamos cada vez mais unidos, pela palavra e pelo ato, pela letra e pelo ler. mostrava-me suas fraquezas, mesmo de longe, via silhuetas do desconhecido, do oculto.

Intruso, era assim que me sentia, como se tivesse entrado em sua casa sem ser convidado. Assegurou-me que não, que era mais que benvindo, que podia me deitar e me acomodar. Tirei meus sapatos.

Tudo era tão diferente, tão novo, mas faltava algo, uma parte de você que eu não conseguia entender. Então confidenciou-me "Dizem que sou forte, mas sou delicada e sensível, como um Lírio, em toda sua essência." E quando as peças se encaixaram, não podia me referir de outra maneira, que não

Amor.

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