segunda-feira, 6 de agosto de 2012

As duas piores horas do dia.

Quando coloco a cabeça no travesseiro e espero o sono chegar, sono que não tarda, mas a espera me mata. Pensar que não vou acordar para te ver, que não demorarei a dormir pois estarei planejando o amanhã, com você. A cabeça no travesseiro pesa cada vez mais, cheia de preocupações, cheia de medo. E o coração aperta, aperto, longe. De você, de nós, o sono me leva pra qualquer lugar que você não esteja, que eu me esqueça.

E no dia seguinte eu acordo, minha cabeça dói, eu realmente não queria ter acordado, não porque trabalharei, não porque dormi 5 horas, mas porque eu abro meus olhos lentamente e não vejo os seus olhando para mim, sorrindo, vejo o despertador, ouço aquele som irritante, sei que nunca mais ouvirei seu bom dia, tão doce como você.

Não me leve a mal, não é que eu não pense em você no resto do dia, mas nessas horas é inevitável, portanto religiosamente esses dois momentos eu ficarei aqui, deitado, arrasado.
Entre as duas piores horas do dia, tenho alguns momentos alegres, que tentam fazer com que a dor que eu sinto antes e depois de dormir sejam esquecidas, mas dói, dói só de lembrar.

Boa noite, meu amor. Sonhe comigo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário