Pensemos na coisa que mais tenho medo, um verdadeiro pavor, de me dar aperto no coração e gelar a espinha. Que se eu pudesse, não precisaria encarar nunca, pois apenas a ideia de confrontar esse medo já me traz lágrimas aos olhos.
Pois então digamos que esse medo é algo inevitável e que chega sem aviso, não me dá tempo para preparo, não me dá chance de contra-atacar. Cai no meu colo como uma bomba nuclear, e me deixa os destroços.
Se meu maior medo era te perder, já não tenho mais medo de nada.
Se eu precisava de toda a coragem que podia encontrar para correr o risco por você, não me restou coragem alguma.
Sem temor e sem bravura eu sigo em frente, mas não de cabeça erguida.
É preferível olhar pro chão a ver que você não está lá na frente me esperando.
Dói menos olhar para meus passos trôpegos, do que te ver lá atrás longe de mim, tão longe que já não vejo se sorri ou se chora, se está com alguém ou se ainda está vago o espaço que eu ocupei ao seu lado.
Olho para meus pés e vejo que meu cadarço está desamarrado. Mas não tenho medo de cair, só não sei se terei coragem de levantar.
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